Construí o SlyBunny: um app de hábitos para quem tem dificuldade real de sustentar uma rotina
Construí ontem na parte da manhã o SlyBunny: um app de hábitos e missões desenhado para quem tem dificuldade real de sustentar uma rotina (eu). É um projeto pessoal, hoje em fase de testes reais e rodando como web app (fora das lojas, com atalho direto na tela inicial do celular).
O ponto de partida
Sábado, estava eu bela e frustrada na praia e lá abri o bloco de notas para registrar um incômodo frequente: eu estava descansando, mas me sentindo culpada por não ter sido produtiva durante a semana. O problema não era falta de vontade, e sim a ausência de um sistema flexível que acompanhasse a minha rotina em vez de tentar me engessar e que me motivasse a fazer as tarefas no meio da semana para que no final de semana eu não me sentisse uma péssima pessoa.
A maior ref: O malandro do Duolingo 😄
Ele não ganha na sua força de vontade, ganha na insistência. Ele te lembra, te cutuca, cria um custo emocional em quebrar a sequência. Eu abro todo dia inclusive quando não quero. Peguei um pouco dessa essência e apliquei em hábitos de autocuidado.
Por que SlyBunny?
O nome nasceu da mascote. "Bunny" é a coelhinha, que carrega o meu sobrenome (Coelho) na identidade do app. E "Sly" vem de esperta, matreira: uma coelhinha que te cutuca com jeitinho, insiste sem pesar e dá um jeito de te fazer voltar todo dia, na linha do malandro do Duolingo. É exatamente o tom que eu queria para o app: acolhedor, mas com aquela insistência sutil.
Decisões de produto e UX
- Mascote contextual: uma coelhinha (trazendo meu sobrenome para a identidade hahaha) que se adapta à missão: dança na hora de se movimentar, lê na hora dos estudos…
- Mecânicas de streak e troféus: a gamificação canalizada para o próprio bem-estar.
- Companhia simulada: coelhinhos fictícios ativos na interface, criando senso de presença e uma comparação beeem de leve (porque eu sou competitiva).
- Metas centrais vs. bônus: sem a pressão do "tudo ou nada". O que é extra soma pontos, transformando obrigação em oportunidade.
- Horários recomendados: definir o "quando" costuma ser o maior atrito para quem tem rotina oscilante.
- Microhábitos de pausa: lembretes para beber água, praticar gratidão, levantar da cadeira e, acima de tudo, não se cobrar em excesso.
- Voz e tom: encorajador, acolhedor e com uma insistência sutil (até porque se for leve demais a usuária aqui desiste).
A construção e o uso de IA
Para viabilizar a prototipação e o código, usei o Figma Make e o Claude como aceleradores técnicos. IA executa e acelera (e como acelera né), poréeeem quem define o problema, o tom, as regras de negócio e a experiência do usuário é a mente por trás do projeto e nesse caso… eu.
Deploy e infraestrutura
A parte mais desafiadora não foi o design, mas a infra: configurar a hospedagem e subir no domínio para rodar liso direto no navegador do smartphone. Tenho sorte de ter um noivo que tem uma noção muito boa sobre hospedagem, inclusive o app só conseguiu rodar por conta da hospedagem que ele tem e gentilmente me emprestou.
Status atual
O app está no meu próprio uso diário, sendo hoje o dia 01. Como eu sou a única usuária, estou animada pelos próximos dias!
Explorar esse mar de ferramentas me lembrou muito a sensação de quando eu era criança: senti que estava brincando. Foi um processo leve, divertido e incrivelmente gratificante.